humor

  • Margem
    Margem

    2009

    Site specific

    Fotografia: Del Re/Stein

    Absurdo / atelier / Débora Bolsoni / desaprender o aprendido / desenho / escrita / linguagem / o artista e o vínculo / organicidade
  • Humor
    A vontade de quebrar parâmetros e convenções instauradas encontra um importante aliado no humor, que podemos caracterizar, seguindo Mijaíl Bajtín, como a \"alegre relatividade de qualquer regime ou ordem social, de qualquer poder e de qualquer posição (hierárquica)\". O humor e suas formas - a paródia, a sátira, o grotesco, a ironia - postulam a ambivalência, a possibilidade de observar uma mesma realidade a partir de pontos de vista antagônicos para, assim, desestabilizar, por um momento, poderes, hierarquias, regras e tabus.
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    É no registro do fantástico que a pluma de Nina Lola Bachhuber delineia a ordem sob a qual as séries de figuras monocromáticas são transformadas. Suas figuras são apresentadas como verdadeiras mutações de seres ora biomórfico-góticos, geométricos (com alguma reminiscência dos figurinos de teatro construtivista), ora, no caso de suas caveiras, entre míticos e surreais. Em cada série, a transformação proposta parece delinear uma linguagem em que cada desenho responde a uma sintaxe e a uma gramática próprias, cuja precisão de aparente rigor científico contrasta com a liberdade de suas propostas.
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    A população retratada por Ricardo Lanzarini inclui rebanhos de exibicionistas, políticos, padres, inclusive artistas, que se transladam anonimamente de desenho em desenho e que se apresentam em situações absurdas ou provocativas. Como na tradição cômica da caricatura, grande parte do absurdo retratado revela-se como inquietantemente real e articula-se como uma aguda crítica social.  
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Arturo Herrera incorpora referências do universo do consumo, mas aqui o humor está mais assolapado e é mais trágico. O espectador sofre um deslocamento quando observa a forma em que os mais queridos motivos iconográficos - imagens de fábulas infantis ou de contos de Disney, o jorro pictórico do artista norte-americano Jackson Pollock - sofrem alterações que os tornam maquiavélicos, ou sem sentido. Herrera critica as lógicas do pressuposto \"primeiro mundo\" - entre elas, o consumismo - e as torna carnavalescas. Diante do olhar próximo, revelam-se importantes vazios abertos à interpretação, que talvez se refiram àquilo que foi destruído.
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    O deslocamento é uma ferramenta fundamental do trabalho de Liliana Porter, a qual, a partir de um pequeno boneco de consumo, cria um universo de personagens e representações, de heróis e caracteres ficcionais que paradoxalmente retratam aspectos incisivos do nosso comportamento em sociedade. Seus atributos que resignificam aparências para postular uma nova ordem, aparentemente coerente, em que os diversos seres que a povoam, muitas vezes meigos, amigáveis, infantis, transitam experiências inesperadas que nos aproximam à verdadeira ordem das coisas.
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Em Fermín Enguía, a sátira articula-se através de \"creaturas\" que transformam a vida real em um teatro do absurdo. Sob seu pincel, os sujeitos da vida cotidiana e política argentina tornam-se seres fantásticos implausíveis, que encarnam vítimas e culpados de uma ordem política e social alterada, invertida, sem nenhuma lógica. Segundo o artista, \"Há também um riso sarcástico, um riso diabólico e outros tantos risos bobos e perversos, e terminaríamos com um ‘sorriso amargo\' depois de uma grande gargalhada\". 
  • Maquette for Culturefield
    Ryan Gander recorre ao humor quando desenvolve narrativas visuais que incorporam ficção, informações cotidianas, pistas e, inclusive, mentiras. Sua nova escultura Maquette for Culturefield (2009) e o filme As It Presents Itself, Somewhere Vague (2008), apresentados nesta Bienal, trazem propostas ficcionais cujos sujeitos são os elementos próprios do sistema da arte. A escultura toma a forma de um organismo que conjuga cerca de vinte estruturas da história da arte, do desenho e da arquitetura - uma parte da torre Eiffel, as cadeiras Eames, as bicicletas dobráveis Landrover, entre outras - e, como um monstro abstrato, invade o espaço pulcro da arte (representado aqui pela estante, o pedestal e a plataforma branca). De fato, Culturefield é o lugar imaginado pelo artista como um paraíso intelectual em que convivem as melhores ideias, referências e estéticas; e sua maquete atuaria como um mapa mental do imaginário do artista no momento mesmo do processo de construção da obra.

    Ryan Gander recorre ao humor quando desenvolve narrativas visuais que incorporam ficção, informações cotidianas, pistas e, inclusive, mentiras. Sua nova escultura Maquette for Culturefield (2009) e o filme As It Presents Itself, Somewhere Vague (2008), apresentados nesta Bienal, trazem propostas ficcionais cujos sujeitos são os elementos próprios do sistema da arte. A escultura toma a forma de um organismo que conjuga cerca de vinte estruturas da história da arte, do desenho e da arquitetura - uma parte da torre Eiffel, as cadeiras Eames, as bicicletas dobráveis Landrover, entre outras - e, como um monstro abstrato, invade o espaço pulcro da arte (representado aqui pela estante, o pedestal e a plataforma branca). De fato, Culturefield é o lugar imaginado pelo artista como um paraíso intelectual em que convivem as melhores ideias, referências e estéticas; e sua maquete atuaria como um mapa mental do imaginário do artista no momento mesmo do processo de construção da obra.

    construção / ficção / Ficções do Invisível / linguagem / mentira / referência / subversão de estereótipos e convenções
  • Mickey/Novia
    Mickey/Novia

    2009

    Fotogravura, 6ª edição (de 30)

    86 x 64 x 3,5 cm

    Editado por La Caja Negra, Madri.

    Cortesia Galeria Ruth Benzacar, Buenos Aires

    Desenho das Ideias / Liliana Porter